sábado, 30 de julho de 2011

Assembléia na carpintaria

(Texto recebido por email, de autor desconhecido...
Gosto do jogo de palavras, próprias no uso de cada ferramenta,
mas de significando diferente se aplicadas no relacionamento humano)



"Contam que na carpintaria houve uma vez uma estranha assembléia.
Foi uma reunião de ferramentas para acertar suas diferenças.
Um martelo exerceu a presidência, mas os participantes lhe notificaram que teria que renunciar.
A causa? Fazia demasiado barulho; e além do mais, passava todo o tempo golpeando.
O martelo reconheceu sua culpa, mas pediu que também fosse expulso o parafuso, dizendo que ele dava muitas voltas para conseguir algo.
Diante do ataque, o parafuso concordou, mas por sua vez, pediu a expulsão da lixa.
Dizia que ela era muito áspera no tratamento com os demais, entrando sempre em atritos.
A lixa acatou, com a condição de que se expulsasse o metro que sempre media os outros segundo a sua medida, como se fora o único perfeito.
Nesse momento entrou o carpinteiro, juntou o material e iniciou o seu trabalho.
Utilizou o martelo, a lixa, o metro e o parafuso.
Finalmente, a rústica madeira tomou formas e se converteu num fino móvel.
Quando a carpintaria ficou novamente só, a assembléia reativou a discussão.
Foi então que o serrote tomou a palavra e disse:
'Senhores, ficou demonstrado que temos defeitos, mas o carpinteiro trabalha com nossas qualidades, com nossos pontos valiosos.
Assim, não pensemos em nossos pontos negativos e concentremo-nos só nos positivos.'
A assembléia entendeu que o martelo era forte, o parafuso unia e dava forca, a lixa era especial para limar e afinar asperezas, e o metro era preciso e exato.
Sentiram-se, então, como uma equipe capaz de produzir móveis de qualidade.
Sentiram alegria pela oportunidade de trabalhar juntos.

Moral da história:

Ocorre o mesmo com os seres humanos.
Basta observar e comprovar.
Quando uma pessoa busca defeitos em outra, a situação torna-se tensa e negativa. Ao contrário, quando se busca com sinceridade os pontos positivos dos outros, florescem as melhores conquistas humanas.
É fácil encontrar defeitos, qualquer um pode fazê-lo.
Mas, encontrar qualidades... isto é para os sábios!"


aMoral da história:

1) Pode ser que as ferramentas não se enxergam coletivamente e é preciso o Homem (seu inventor) para lhes ensinar isto.

2) Se até as ferramentas precisam de alguém para lhes lembrar de olhar para as qualidades alheias em vez dos defeitos, por que devemos nos sentir culpados quando isto nos acontece?
"O fácil, qualquer um faz;
o difícil, pode até ser mais correto, mas precisa ser aprendido."

(Mesdre)

3) O serrote foi quem "encerrou" a questão!



Bônus:

Sobre reuniões para discutir quem é o chefe, veja
http://famainfame.blogspot.com/2009/03/o-chefe.html


14 comentários:

Artes e escritas disse...

Essas histórias apresentam sabedoria, bom de ler. Um abraço, Yayá.

Andre Martin disse...


Yayá:


Sim, sim!
Parábolas são ensinamentos.
O que é infame são as morais finais! rsrs

Vivian disse...

...só pela beleza do texto,
desculpa-se a infâmia do
dono do blog...

rsrs

mfc disse...

Uma alegoria linda!

Ma Ferreira disse...

Bom vir aqui...
Linda mensagem neste texto..
Fico tentada a fazer uma dissertação..rs

Mas resumindo.. A pessoa só cresce se vc ressaltar o lado positivo.
Todos tem esse lado.
Mas nem sempre isso acontece..o negativo acaba nos atraindo mas.
Mas é um belo exercicio este de elevar as pessoas.
Mesmo porque tambem não somos perfeitos.
E vemos no outro o reflexo d muito que temos em n[os!!
Um linda semana a vc Martin!

Ma

Marly Bastos disse...

Uma parábola interessante: A união faz a força.
Beijokas.
Meu novo endereço de blog é:
http://www.palavrasaobelprazer.blogspot.com/
Quando puder dá uma visitada.

Marly Bastos disse...

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk Sr André você está querendo corromper meu belo português, na verdade fiquei tentada a meter um "frescote", mas vai que parece preconceito né? Ele não era chegado a viadagens mesmo e é história real. E nem escrevi dos "cacoetes" que ele tinha de ficar atrás da porta virando os olhos agarrado do xondinha, agachando e levantando e dizendo: chuta, chuta, chuta!(acho que alguém ensinou a dizer "chupa" mas ele nao sabia da coisa e dizia chuta rsrsrs). Mas isso pareceu meio depravado, melhor xapralá né?
Beijokas
PS: A fazenda dele era debaixo de um pé de jatobá, bem no meio do pasto do meu pai, ou das terras dele...

intimidades disse...

adorei o blog

Bjinhos
Paula

Andre Martin disse...


Vivian:


Ok, está desculpada! (rsrs)

Andre Martin disse...


mfc:


Tem ALEGORIA que é só ALEGRIA, sem ALERGIA! (AGORA, RIA!...)

Andre Martin disse...


MaFerreira:


É o lado negro da "Força"!... (rsrs)

Somos todos Yang-Ying, indissociáveis.
Ou, pode nos chamar de "humanos imperfeitos".

"Não somos produtos feitos,
mas originadores imperfeitos."
(Mesdre)
( veja: em
Coincidência ou não
http://mesdre.blogspot.com/2010/08/coincidencia-ou-nao.html
)

Andre Martin disse...


MarlyBastos:


Gostei do texto que li lá no seu novo blog. Tão bem escrito que poderia ser fato ou mito. Colocando na forma de história, você a eterniza.

Andre Martin disse...


Paula:


Obrigado! Apareça quando quiser!

Julio disse...

Curti.