sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Graças ao Português (2)

Tem coisas que somente são possíveis de se deliciar no nosso idioma Português. Há coisas divertidas, engraçadas, e outras inexplicáveis, infames. Por exemplo:

2) Comes e Bebes

Por que insistimos em chamar de alimentos de "comida" e líqüídos de "bebida" ?

Por que chamamos de "comida" algo que ainda está "por comer"?
Por que chamamos de "bebida" algo que ainda está "por beber" ?

Ora, se a bebida já foi ingerida, tudo bem, faz sentido. Neste caso, o passado não condena, absorve!!! (rsrs)

Mas bebida ainda ser o que sobra no copo ou ainda está na garrafa... Ah, isto é um paradoxo!

Seriam essas expressões somente uma confissão explícita do desejo iminente do destino de tais líqüidos e alimentos?? (rsrs)


8 comentários:

Sara disse...

Eu quase nunca te entendo e acho muitíssimo engraçado essas coisas doidas que você escreve! Hahahaha, vai entender os paradoxos dessa vida?
Beijos, André! Apareça sempre! Escreva sempre!
Fica com Deus!

PS: Você viu ou a Mirian te contou que o Júlio ressurgiu?! :)

Alma Nua disse...

...se estivessemos em 2013,
com certeza sua palavra
'líqüido' estaria errada...

olha o trema...mas não trema
de ódio...rsss

e a propósito...
é 'líqüído' ou líqüido???

rsssss

Lis disse...

É mesmo engraçado isso e mais engaçada ainda, achei a história do "quem errou" ou do Pierrô. :)

Abraço

Andre Martin disse...


Sara:


Como assim, não me entende???!! Hmmf!

Para(i)doxos são "para idosos" bangelas... KKKKKKK

Olha, Sara, aquela aparição do JM foi assombrosa, assim como seu sumiço!! Ainda estou a duvidar que ele volte... Embora aquele texto tinha mesmo a "assinatura" e jeitão dele. Foi sem dúvida uma agradável surpresa, súbita e inesperada. Seria bom se fosse verdade.

Andre Martin disse...


Mana Lua:


Pode vir futuro que for! Eu já disse, e tenho isto comigo. Não vou desperdiçar tudo que aprendi freqüentando (com trema) a escola!!... Eu não adiro a certos aspectos dessa reforma, que não convenceu ninguém do porquê veio... Então, para mim (e meus textos), 'líqüido' sempre estará certo, mesmo que a verdade escorra por entre meus dedos...

Trema, não trema! Estarei contigo, seja na parte mais ex-trema do planeta, seja na sua ex-trema-unção!

Ah, e a propósito do propósito...
depende do que você esteja falando e se referindo. Se for o estado da matéria que nem é sólido nem gasoso (nem pastoso), é O -QÜI-DO, com a tônica no Li. Se for a primeira pessoa do singular do verbo liqüidar (= eliminar, destruir, aniquilar, "queimar" preços), então é EU LI-QÜI-DO, com a sílaba do meio dita com mais ênfase. MAS, de qualquer forma, nos dois casos, se diz com "trema", pois nunca ouvi ninguém dizer "likido", o "u" é SEMPRE pronunciado antes do "i", daí a necessidade de ser tremado. Diferentemente do "quando" que não leva o trema no "u" poque é seguido do "a". A explicação disto tudo é por causa do som do "Q", que em português é o som do "C". Mas o "C" não tem sempre o mesmo som: depende das vogais que o seguem. Se seguido de "a", "u" ou "o", o som é de "K"; se seguido de "i" ou "e", o som é de "S". O grupo "QU" tem o som de "K" diante de "i" ou "e", e de "CU" se seguido de "a" ou "o" (não se usa "quu"), tanto que em espanhol se escreve "cuando" em vez de "quando".

Exemplos da necessidade do trema para diferir "qui" do "qüi":
- Eu falo "o kê é akilo na kitanda? um eskilo sobre um kilo de keijo"; não falo "o cu-ê acu-ílo na cu-itanda? um escu-ílo sobre um cu-ílo de cu-eijo" (quando leio "o que é aquilo na quitanda? um esquilo sobre um quilo de queijo").
- E falo "haverá argu-ição sobre a consecu-ência do status cu-ó da frecu-ência sonora ecu-idistante entre lícu-uidos e a lincu-íça", em vez de "haverá arGição sobre a consekência do status có da frekência sonora ekidistante entre líkidos e a linGiça" (para "haverá argüição sobre a conseqüência do status quo da freqüência sonora eqüidistante entre líqüidos e a lingüiça", embora isto não faça sentido algum!!! KKKKK )

( provoca!! toma!! :-p )

Andre Martin disse...


Lis:


Ah, aquela do Pierrô é mesmo impierrôdoável!!! Imagina, ficar traumatizado por achar errado abraçar e beijar quem se ama!! Só mesmo na cabeça de criança! Só na minha cabeça de descabeçado que sou!!

Obrigado por seu comentário aqui. Volte sempre, será sempre bem vinda.

Andre Martin disse...


Para quem não entendeu nada do comentário da Lis e da minha resposta, é o seguinte:

No blog da Lis, http://soprosdelis.blogspot.com, tem um post sobre "Carnaval: Pierrô, Colombina e Arlequim". Nele deixei o seguinte comentário:


Uma das marchinhas mais clássicas do carnaval,

"Oh, quanto riso! Oh, quanta alegria! Mais de mil palhaços no salão... O arlequim está chorando pelo amor da colombina, no meio da multidão."

sempre me assombrou!...
Quando criança, obviamente.
O resto da música dizia:

"Foi bom te ver outra vez, tá fazendo um ano, foi no carnaval que passou! Eu sou aquele que errou, que te abraçou, que te beijou, meu amor! ..."

Cresci pensando: o que será que um abraço e um beijo têm de tão condenável assim?!?! rsrs

Só muito mais tarde vim a descobrir que Pierrô era aquele que ficava errando, todo carnaval!!! KKKKK

Alma Nua disse...

...aimeudeusdocéu,
isso é que é gastar 'tecrado'.